Nos Bastidores com Erick Jacquin

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Por trás das câmeras, quem são os chefs que se popularizaram em programas de televisão

O clássico chef francês Erick Jacquin pareceu por alguns programas como o grande vilão da primeira edição brasileira do programa Masterchef.

Com duras críticas e muita sinceridade em frases como “você nunca será um cozinheiro”, dita a um participante, Jacquin foi conquistando o público, que passou a achar seu jeito engraçado. Se nos primeiros programas ele não dava nenhum sorriso, na reta final está com o humor melhor.

Questionado se recebeu alguma instrução da produção para seguir algum tipo de personagem, o chef negou, mas assumiu pedidos para “pegar um pouco mais leve” durante as gravações.

“Eu sou exigente com as pessoas que trabalham comigo, bravo, não, só se precisa. Eu não criei um personagem para o programa. Eu adoro ser engraçado e polêmico. Eu sou completamente liberado para falar o que eu quiser”, disse.

Jacquin chegou ao Brasil em 1995 e completará 20 anos em atividade. Depois de fechar a “La Brasserie Erick Jacquin” ano passado, por problemas financeiros, virou chef consultor e chef responsável pela cozinha do Tartar&Co, restaurante dedicado ao famoso Steak Tartar. Além disso, é consultor gastronômico do Hotel Majestic em Natal, Ponta Negra, e do restaurante La Cocotte Bistro, em São Paulo.

Embora tenha sido o chef que mais deu “medo” aos participantes, Jacquin foi o único jurado que deu oportunidade a um participante da atração. Eliminado do programa, Estefano, ainda na gravação, recebeu o convite do francês para fazer estágio na cozinha do Tartar &Co. Muito emocionado, o aprendiz logo aceitou.

“Foi uma decisão no momento. Eu não o avalio profissionalmente. Isso eu deixo para o futuro. Eu convidei o Estefano porque todo mundo merece oportunidade na vida. Ele é uma pessoa séria, respeitosa e trabalhadora, todas as qualidades para ser um bom cozinheiro”, explicou.

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Ao lado de Paola Carosella e Henrique Fogaça, Jacquin gravou durante 63 dias o programa, que dará ao vencedor R$ 150 mil, um carro e uma bolsa de estudos na escola Le Cordon Bleu, em Paris. Ele e Fogaça revelaram que houve algumas discussões na parte mais difícil: a eliminação. Depois de algumas briguinhas, mas chegarem sempre a um consenso, a grande decisão da atração acontecerá ao vivo, no dia 16 de dezembro, sem muito tempo para desavenças.

“Lógico que discordamos. É por isso que tem 3 jurados. Cada um tem sua opinião e a defende, mas a decisão no final é comum, com muito respeito. É uma coisa séria de decidir de se pessoa fica ou sai”, disse completando ainda que foi muito bom trabalhar com Fogaça e Paola. “São dois chefs profissionais, donos de restaurante e, ao mesmo tempo, muito divertidos. Tem também a Ana Paula Padrão que é 10 e me ensinou muito sobre o mundo da televisão, adorei trabalhar com ela”, finalizou o chef.

 

Fonte: Prazeres da Mesa

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